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Ampliação de serviço de hemodiálise divide opiniões
A implantação de novos serviços de hemodiálise no Norte de Minas divide as opiniões sobre o tratamento nefrológico na região. O diretor do Hospital Dilson de Quadros Godinho, de Montes Claros, Fernando Aguiar Vitta alega que o setor poderá ficar saturado e faltar pacientes. Segundo ele, a região passaria a contar com sete unidades, o que comprometeria sua viabilidade financeira do Sistema Único de Saúde (SUS). O provedor do Hospital Aroldo Tourinho, também do município, José Geraldo de Freitas Drumond, discorda dessa argumentação, alegando que haveria demanda para todos os centros.
No Norte de Minas há dois serviços de hemodiálise em Montes Claros. Os de Janaúba e Salinas já estão em funcionamento, e Brasília de Minas receberá outro. Além disso, o Aroldo Tourinho também vai contar com um, e Pirapora solicitou credenciamento.
Na última quinta-feira foi inaugurado o serviço de hemodiálise em Salinas, com capacidade para 60 pacientes/mês, para atender a microrregião do Alto Rio Pardo e também o Vale do Jequitinhonha. O centro fica no Hospital Municipal Oswaldo Prediliano Santana. O serviço em Salinas, segundo Fernando Vitta, é necessário, já que muitos pacientes daquela parte do Norte de Minas tinham que viajar até 600 quilômetros para fazer o tratamento em Montes Claros. No entanto, ele afirma que há risco de saturação no setor de nefrologia na região, quando começarem a funcionar as unidade de Brasília de Minas, Pirapora e a terceira de Montes Claros.
O médico alega que o Ministério da Saúde permite que cada serviço atenda no máximo 200 pacientes. O Dilson de Quadros atende 95, apesar da capacidade para 200. «Com a inauguração da unidade de Salinas, vamos perder 18 pacientes, caindo para 77. A Santa Casa perderá número ainda maior. Se for credenciado o serviço do Aroldo Tourinho, será inviável manter o atendimento em Montes Claros. A demanda é grande, mas poucos casos são encaminhados. Precisaria ser feito um trabalho de sensibilização nessa área», diz.
O provedor do Hospital Aroldo Tourinho, José Geraldo Drumond afirma que o serviço de hemodiálise da instituição começará a funcionar em julho. Segundo ele, foram investidos R$ 700 mil no setor. «Se há saturação, é porque existe falha de planejamento dos gestores. No Norte de Minas, o serviço de hemodiálise se concentrava em Montes Claros e agora está sendo descentralizado, em política acertada. Mas é preciso transparência e ficar claro que o Hospital Dilson de Quadros é que assumiu o serviço de Salinas», alfineta Drumond.
Fonte: Hoje em Dia-29/06/08

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